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Poesia Sonora - Janete Manacá (MT)

17 de set. de 2026· por Edvaldo Rosa
Poesia Sonora - Janete Manacá (MT)

Do Corpo-Rascunho à Melodia da Alma:

Escritora Janete Manacá Lança o Livro "Poesia Sonora"

Obra inspirada na realização tardia de um sonho de infância e no resgate de 

memórias afetivas será lançada no dia 18 de novembro de 2026.

O livro de poesias "Poesia Sonora", da escritora Janete Manacá, será lançado 

no próximo dia 18 de novembro, às 19h30, no Instituto Vânia Benício 

Fisioterapia e Medicina Chinesa. A obra é o resultado sensível de uma jornada 

de autoconhecimento, disciplina e amor à arte, nascida por meio do Programa 

de Extensão - UFMT Com a Corda Toda: música para todas as pessoas, da 

Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), programa no qual a autora 

estuda violino há quatro anos.

Um legado de família e o sonho concretizado

O encontro de Janete com a música não é recente; ele tem raízes profundas na 

terra e nos afetos familiares. Seu pai, um camponês autodidata, não apenas 

tocava violino, mas também os construía com as próprias mãos. Na infância da 

autora, o som do instrumento era o cenário de todas as noites, quando o pai 

tocava para a mãe.

Esse sonho de infância adormeceu por décadas e só pôde ser realizado mais 

de meio século depois. "Não é um livro voltado para músicos, embora nascido 

no processo de aprendizado musical. É uma obra de poesia para todas as 

pessoas que apreciam o gênero literário", explica a autora.

De acordo com a prefaciadora, Rubia Naspolini, “Este livro é uma obra de arte: 

mostra a transformação de uma mulher a partir do seu encontro com o violino. 

Mas não de uma mulher qualquer, mas uma mulher madura, com seus cabelos 

brancos, sorriso e braços acolhedores, mãos marcadas pelas vivências de uma 

infância que a fizeram trabalhar precocemente.”

O Resgate do "Corpo-Essência"

Muito além das técnicas musicais, o aprendizado do violino exigiu de Janete 

uma verdadeira viagem no tempo. Por ter trabalhado muito cedo para 

sobreviver — vivendo o que chama de uma "segunda infância" voltada à 

subsistência —, seu corpo havia se tornado fragmentado, um "corpo-rascunho" 

que não encontrava ressonância com a própria alma.

Para que o corpo pudesse se transformar na extensão do violino, foi preciso 

resgatar a essência perdida no passado. A poesia surge exatamente desse 

processo de empenho, dedicação e disciplina, traduzindo memórias visuais e

auditivas, o despertar para o autoconhecimento e a delicadeza de um 

instrumento que exige a busca por um corpo integral.

“Os poemas de Janete respeitam o corpo que escreve, o corpo que lê, o corpo 

que (se) toca e se coloca. Não exigem virtuosismo, nem resolução imediata. 

Trabalham com dissonâncias assumidas, com pausas longas, com notas que 

não se apressam em fechar o acorde. Há aqui uma compreensão profunda de que o território da poesia pode — e deve — ser lugar de acolhimento, onde o 

corpo encontra abrigo para se recompor.”, ressalta a posfaciadora, Doriane 

Azevedo.

Serviço

Evento: Lançamento do livro Poesia Sonora, de Janete Manacá

Data: 18 de novembro de 2026 (quarta-feira)

Horário: 19h30

Local: Instituto Vânia Benício Fisioterapia e Medicina Chines

Entrada: Gratuita

Janete ManacáLançamentoPoesia Sonora
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